TED – O passado revisto e suas possibilidades: BNCC, disciplinas curriculares e instrumentalização em TED

Tempo de leitura: 8 minutos

Esse é o 2º Artigo da Trilogia: TED – O passado revisto e suas possibilidades, se chegou aqui sem ler o 1º Artigo,  recomendo a leitura antes do início.  A conclusão com a proposição metodológica, que encerra a trilogia está no 3º Artigo (em breve!)

2º Artigo: Base Nacional Comum Curricular,  uma grande possibilidade para a Tecnologia Educacional Digital – TED !

Próxima de ser homologada a BNCC tem sido matéria de diferentes veículos midiáticos, neste artigo, que é o segundo da trilogia, TED – O passado revisto e suas possibilidades, (leia o primeiro) abordaremos a presença tecnológica nas áreas de conhecimento e o seu desenvolvimento junto ao processo formativo da Educação Infantil ao Ensino Fundamental e finalizando com o Ensino Médio, que até o momento (agosto de 2017), não foi finalizado, por isso, desenvolvemos uma versão gráfica da matriz do ENEM que será usada como referência.visualize aqui

Você pode baixar uma versão editável da Matriz Enem, totalmente gráfica, insira seu email abaixo!

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Antes de iniciarmos a análise, faz-se necessário esclarecer o nosso pressuposto a respeito do conhecimento dos usuários de TED, que pode ser sintetizado no seguinte argumento:

“Os alunos e professores, quando usuários de Tecnologia Educacional Digital – TED, devem ser capazes de utilizar os programas abordados pelas disciplinas curriculares sem causar complicadores maiores que os da matéria estudada”

O assunto já foi abordado nos  artigos: Contrariando o senso comum, professor você pode usar a TEDDuchamp como uma Metáfora Educacional

Isto posto, passaremos a exposição estrutural dos artigos que compõe a trilogia “TED – O passado revisto e suas possibilidades” em: O início Instrucionista/Construcionista, traz um breve relato da Tecnologia Educacional Digital, onde pretende demonstrar a gênese da TED, principalmente a abordagem singular apresentada por Papert com a  linguagem LOGO, nomeada Construcionismo. O artigo presente, traz uma outra gênese, que é o nascedouro da BNCC com possibilidades tecnológicas, em diferentes níveis, do Ensino Infantil ao Ensino Médio (Matriz ENEM) e para fechar a trilogia o artigo: BNCC<>TED: A integração necessária, que apresentará uma Proposta Metodológica para instrumentalização das ferramentas em TED pelas disciplinas curriculares.

A Educação Básica segundo a BNCC

A Educação Básica está representada na BNCC em 3 ETAPAS: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Considerando a BNCC como norteadora de um processo formativo, usaremos a Matriz do Enem em substituição ao Ensino Médio e faremos a análise das abordagens tecnológicas, partindo do esperado (final do Ensino Médio) a Educação Infantil, movimento contrário, destacando a sua pertinência e correlação aos: Direitos de aprendizagem e Áreas do Conhecimento.

Matriz de Referência ENEM

Inicialmente faremos uma análise quantitativa, buscando a ocorrência da palavra tecnologia nas áreas e objetos de conhecimento, depois analisaremos com os dados nacionais, referenciados pelo segmento. Por exemplo: Ensino Médio -> ENEM.

Se buscarmos pela palavra tecnologia na Matriz de Referência do ENEN, no site oficial, teremos como resultado 33 ocorrências, sendo 8 vezes na Matriz de Referência de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, 1 vez na Matriz de Referência de Matemática e suas Tecnologias, 4 vezes na Matriz de Referência de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, 5 vezes na Matriz de Referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

Nos Objetos de conhecimento associados às Matrizes de Referência, em  Linguagem, Códigos e suas Tecnologias: 3 vezes, Matemática e suas Tecnologias: 1 vez,  Ciências da Natureza e suas Tecnologias: 8 vezes e Ciências Humanas e suas Tecnologias: 3 vezes.

A área com maior incidência da palavra, 8 vezes,  é a de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, com destaque para uma competência 9 que trata diretamente do assunto:

Entender os princípios, a natureza, a função e o impacto das tecnologias da comunicação e da informação na sua vida pessoal e social, no desenvolvimento do conhecimento, associando-o aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhes dão suporte, às demais tecnologias, aos processos de produção e aos problemas que se propõem soluciona. 

Tendo o mesmo número de ocorrências, 8 vezes,  nos Objetos de Conhecimento relacionados a Matriz de Ciências da Natureza e suas Tecnologias.
Um estudo feito pelo Sistema Ari de Sá e publicado no Portal G1 – Educação fez um levantamento dos assuntos que mais caíram no ENEM de 2009 até 2016.
A Tecnologia não aparece na Área de Linguagens e Ciências, as campeãs de ocorrências, mas tem percentual de: 3,5 em História, 5 em Geografia e 11,6 em Sociologia, todas disciplinas da Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, onde verificamos a ocorrência de 5 vezes da palavra tecnologia e 3 vezes nos objetos correspondentes. 
Analisando os dados coletados, poderíamos levantar uma questão norteadora:
Por que as Áreas e Objetos com maior incidência da palavra tecnologia, segundo a Matriz, não abordaram assuntos tecnológico nas suas questões?
Sugiro que a questão seja motivo de reflexão e proponho um exercício estruturante. Relembre o assunto do 1º Artigo, faça uma linha temporal da gênese da TED aos acontecimentos atuais e preencha com  as suas experiências tecnológicas, estabeleça comparativos com a sua prática docente.
Dê a sua resposta para a questão, registre em algum lugar, pois usaremos esse conteúdo no próximo artigo 3º Artigo, onde apresentaremos uma proposta metodológica para as disciplinas utilizarem a TED.

Ensino Fundamental

Nessa etapa da Educação Básica, analisaremos o Ensino Fundamental que segundo a BNCC, pode ser dividido em 2 blocos, séries iniciais e finais que correspondem: 1º ao 5º ano e 6º ao 9º ano, respectivamente.

Cada área de conhecimento estabelece competências específicas de área, cujo desenvolvimento deve ser promovido ao longo dos nove anos. Essas competências
explicitam como as dez competências gerais se expressam nessas áreas.

As competências específicas possibilitam a articulação horizontal entre as áreas, perpassando todos os componentes curriculares, e também a articulação vertical, ou seja, a progressão entre o Ensino Fundamental – Anos Iniciais e o Ensino Fundamental – Anos Finais e a continuidade das experiências dos alunos, considerando suas especificidades.

Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento – aqui entendidos como conteúdos, conceitos e processos –, que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. Seguiremos com a análise tecnológica.

Para o Ensino Fundamental, analisaremos a ocorrência da palavra tecnologia, nas etapas dos Anos Iniciais (1º ao 5º ano) aos Finais (6º ao 9º ano) da BNCC.
O resultado foi 63 vezes, sendo 24 vezes na Matriz de Referência de Matemática e suas Tecnologias; 19 vezes na Matriz de Referência de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; 8 vezes na Matriz de Referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias e 12 vezes na Matriz de Referência de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
O instrumento que avalia o desenvolvimento do aluno nesse nível é a Prova Brasil, como os dados não estão disponíveis, traçaremos um paralelo ao exposto no ENEM e para o Ensino Infantil, como  só  aparece a ocorrência da Tecnologia nos Direitos de Aprendizagem, faremos um gráfico estruturante.
O gráfico indica a maior ocorrência tecnológica no Ensino Fundamental, com destaque para a Matriz de Matemática e suas Tecnologias e no Ensino Médio na Matriz de Linguagem, Códigos e suas Tecnologias, mas segundo o levantamento apresentado (Sistema Ari de Sá), as provas do ENEM com incidência maior de tecnologia estavam na área de Ciências Humanas, a de menor ocorrência (vide gráfico), considerando toda a Educação Básica.
Evidenciamos com isso a necessidade do estudo aprofundado das diferentes disciplinas nas suas áreas e a sua relação com a Tecnologia durante todo o processo de Educação Básica, segundo a BNCC. 
O próximo artigo, o Terceiro e último da trilogia, apresentará esse estudo e uma proposta metodológica para Tecnologia na Educação Básica. 
Deixarei outra questão reflexiva:
Se a BNNC, afirma que para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento – aqui entendidos como conteúdos, conceitos e processos –, que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas… Que método é utilizado para o desenvolvimento, ou a apropriação tecnológica pelas Disciplinas e qual a sua sistematização na BNCC ? (Aguarde o próximo Artigo, terceiro e último da trilogia:  TED – O passado revisto e suas possibilidades)
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